Nem só atletas profissionais podem sofrer com a hérnia do esportista


17/04/2017

A chamada hérnia do esportista, também conhecida como pubalgia ou hérnia do atleta, tem como principal sintoma a dor na região inguinal (virilha). Mas esse tipo de lesão, que representa 6% das lesões que acometem os atletas, na verdade não se trata de uma hérnia verdadeira, que é definida como uma protrusão (deslocamento para frente) anormal de um órgão ou tecido. No caso da hérnia do atleta, não existe esse deslocamento.

 

Essas lesões estão associadas a uma sobrecarga nos treinamentos em longo prazo. Elas são mais comuns em homens e a maioria dos atletas descreve o início dos sintomas de forma progressiva na região inguinal. A dor é frequentemente unilateral, “perfurante” ou em queimação e irradia para a coxa, abdômen inferior, períneo e escroto.

 

Os sintomas são intensificados quando são praticadas atividades como a corrida, por movimentos de rápida aceleração, mudanças bruscas de direção, rotação e chute. A dor costuma cessar durante o repouso, surgindo logo que se inicia a atividade física. Não há como prevenir esse tipo de lesão.

 

O diagnóstico é feito com base no quadro clínico do paciente, caracterizado

pela dor na virilha, sem evidência de hérnia.  Exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, ajudam a confirmar ou descartar a presença de uma hérnia verdadeira.

 

​O tratamento conservador envolve repouso; uso de anti-inflamatórios e analgésicos; e  fisioterapia. Os pacientes que não apresentarem melhora com o tratamento clínico recebem indicação cirúrgica. A cirurgia, assim como na hérnia inguinal verdadeira, pode ser feita por via aberta (convencional) ou laparoscópica.

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